Dia 17.
D i a 1 7.
Durante muito tempo, acreditei que o que me magoava vinha do outro. Das suas palavras, das suas atitudes, da sua falta de cuidado. Sempre houve um culpado fora de mim, alguém que me fazia sentir de determinada maneira, que me provocava determinada reação.
Mas e se não for bem assim? E se o outro for apenas um espelho a refletir o que ainda não vi em mim? E se cada pessoa que me desperta dor estiver apenas a apontar o caminho para algo que precisa de cura dentro de mim? Foi um pensamento desconfortável. Continuar a culpar, a apontar o dedo, à espera que os outros mudassem seria mais fácil.
Atraímos o que precisamos ver, até estarmos prontos para transformar. As relações que nos ferem, as situações que nos irritam, as palavras que nos tocam de forma mais intensa – tudo isso carrega mensagens. Não do outro para nós, mas de nós para nós mesmos. Percebi que o outro apenas ecoa o que vibra dentro de mim. E quando percebo isso, deixo de me sentir vítima das circunstâncias e começo a tornar-me responsável pelo que quero mudar. E quando eu mudo, tudo à minha volta muda. ❤️🩹

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