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A mostrar mensagens de março, 2025

Dia 29.

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D i a  2 9. Sobre mim – A Caminho de Mim Desde sempre senti que queria criar. Não sabia bem como nem porquê, apenas sentia. A Arquitetura parecia o caminho certo – o sonho de infância que segui com naturalidade. Mas, à medida que a vida acontecia, percebi que criar não era sobre construir edifícios, mas sobre dar forma ao que vive dentro de mim. Nunca deixei de explorar. Pinto, fotografo, escrevo, experimento. Não porque me sinto uma artista, mas porque há coisas que só fazem sentido quando ganham cor, forma ou palavras. E este espaço nasce dessa vontade de registar – não para ensinar, não para inspirar, apenas para guardar o que fui descobrindo pelo caminho. O Soul Path Journey começou com uma porta que se abriu através do Reiki. Desde então, fui seguindo os sinais, absorvendo, questionando, aprendendo. Aqui, partilho fragmentos dessa caminhada, sem certezas absolutas, sem pretensões – apenas pensamentos soltos de alguém que está, como todos, a tentar compreender um pouco mais. Se...

Dia 28.

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D i a  2 8. Aprender a confiar na intuição é como sintonizar uma frequência que sempre esteve lá, mas que por vezes se perde no ruído do mundo. Quanto mais me alinho com o meu caminho, mais percebo que essa voz interna não grita – ela sussurra. Não impõe – apenas sugere. Mas há um momento em que se torna impossível ignorá-la. ✨ Começo a notar padrões, pequenos sinais que antes passavam despercebidos. A vida responde, como se a cada escolha alinhada surgisse um aceno de confirmação. Nem sempre vem na forma de algo óbvio. Às vezes, é apenas uma sensação, um arrepio, uma certeza silenciosa sem explicação lógica. E então percebo: a intuição não pede provas. Apenas pede confiança. É a linguagem da essência, a bússola que sabe o caminho mesmo quando a mente duvida. E a cada vez que a sigo, o caminho torna-se mais claro. 🩷

Dia 27.

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D i a  2 7. Perdoar não é um passo imediato, nem um ato que se force. Antes de chegar ao perdão, há uma travessia inevitável: sentir a raiva, reconhecer a mágoa, dar-lhes espaço para existirem. Porque enquanto as reprimimos, elas crescem dentro de nós, enredam-se nos nossos pensamentos, pesam nos nossos gestos. Posso garantir-vos. ✨ Mas, um dia, escolhemos libertá-las. Não para justificar, não para apagar o que foi, mas para nos libertarmos do que ficou. Deixar ir não é um favor ao outro – é um presente que damos a nós próprios. O perdão não chega antes da libertação, mas nasce dela. Como um espaço que se abre, arejado e leve, depois de uma tempestade. Como a luz que entra depois de abrirmos uma janela que esteve fechada por demasiado tempo. Liberta-nos do aperto no peito, do nó na garganta, das sombras que se agarram ao que já devia ter ido. Perdoar não é conceder nada a quem nos feriu. É abrir espaço dentro de nós para respirarmos de novo. O perdão não é para o outro, é para nós....

Dia 26.

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D i a  2 6. Dizem que escolhemos por quem nos sentimos atraídos, mas e se não for bem assim? E se a atração for um fio invisível, tecido antes mesmo de percebermos? No início da vida, criamos um mapa – inconsciente, mas preciso – e, ao longo do caminho, atraímos aqueles que sabem exatamente onde tocar. Não por acaso. Não por escolha racional. Mas porque são espelhos. São os que acendem os nossos gatilhos, despertam os nossos medos, fazem eco dos nossos bloqueios. Parecem tempestades, mas são cura. A vida apresenta-nos sempre os mesmos padrões até aprendermos a dançar de outra forma. E, quando finalmente transformamos a dor em consciência, a necessidade em liberdade, o que nos atrai também muda. Porque crescemos. Porque deixamos de procurar nos outros aquilo que aprendemos a dar a nós próprios. E então, a atração torna-se escolha. 🩷  

Dia 25.

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D i a  2 5. Estou a ler Lições para a Vida de Phil Stutz e deparei-me com uma ideia transformadora: o verdadeiro sucesso não está nos resultados externos, mas na experiência de criar. Criar é um ciclo contínuo: instinto → ação → consequência.  Tudo começa com o instinto – aquela voz interna que nos guia, mesmo sem provas lógicas de que estamos certos. O nosso “acertar” não se mede por validação externa, mas pela sensação de estarmos alinhados com quem realmente somos. E depois, vem o ponto essencial: entrar em ação. Esperar pelo momento ideal é um erro, porque o sucesso não é um destino, mas um processo. Não agimos para ganhar ou alcançar algo; agimos porque a própria ação transforma o nosso estado de espírito. O instinto deve ser seguido de ação imediata, ativando o ciclo de criação e conectando-nos ao fluxo do universo. E então chegam as consequências. Algumas positivas, outras negativas. Mas o erro não está em falhar – o erro está em sair do ciclo. Quando nos comprometemos ...

Dia 24.

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D i a  2 4. Hoje li esta frase: ‘Não existem relações felizes. Existem pessoas felizes em relacionamentos.’ da @maria.gorjao.h e fez-me um sentido imenso.  Muitas vezes, buscamos a “relação perfeita”, como se a felicidade fosse um estado externo, dependente das circunstâncias e do outro. Mas, na realidade, a qualidade de um relacionamento está diretamente ligada ao estado interno de cada pessoa envolvida. Esperar que o outro ou a dinâmica do relacionamento nos traga felicidade, inevitavelmente cairemos em frustração, porque estaremos a depositar no outro a responsabilidade por algo que só pode ser construído dentro de nós.  Relações não são fontes de felicidade, mas podem ser espaços onde duas pessoas felizes compartilham o que já cultivaram individualmente. Isso também desmonta a ideia romântica de que o outro nos “completa”. Pelo contrário, quanto mais inteiros e conscientes das nossas próprias necessidades, dores e desejos somos, mais saudável e genuína se torna a rela...

Dia 23.

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 D i a  2 3.  Queremos tudo para ontem. Queremos que as coisas se resolvam no agora. Mas nem sempre o que desejamos, nem a velocidade com que desejamos, são o melhor para nós – ou para o todo. Há um tempo maior em tudo. Um fluxo que não se dobra às nossas urgências, mas que nos ensina a confiar. Aceitar esse tempo, cultivar a paciência, não é apenas esperar. É aprender a estar, a confiar, a permitir que as coisas se criem no seu próprio ritmo. Porque tudo o que acontece tem um tempo certo para acontecer. E quando olhamos para trás, percebemos: aquilo que parecia demora era, na verdade, construção. ✨

Dia 22.

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D i a  2 2. Aprendi, ao longo destes últimos tempos de introspecção, que sempre que nos dói pouco tem a ver com o outro, mas quase sempre do que não conseguimos dar a nós próprios. Se sinto que não me valorizam, pergunto-me: tenho-me valorizado? Se sinto que me ignoram, pergunto-me: tenho-me ouvido? Os conflitos nascem desse espaço – do que falta em nós, mais do que do que o outro faz ou deixa de fazer. Quando há desentendimentos, há sempre um convite para olhar para dentro, perceber onde nos faltamos, onde ainda não nos demos o que esperamos que venha de fora. E, desta forma, quanto mais nos conhecemos, mais autênticos e livres nos tornamos nas relações. 🩷

Dia 21.

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D i a  2 1. Passei anos a medir os meus passos pelo olhar dos outros. Cada escolha, cada palavra, cada silêncio, tudo pesava como se o mundo estivesse a tomar notas, à espera da próxima jogada. Era um reflexo automático, quase impercetível, mas constante: será que vou desiludir alguém? Será que é isto que esperam de mim? Aos poucos, percebi que vivia mais para cumprir expectativas do que para descobrir o que realmente fazia sentido para mim. E quando me dei conta disso, senti um vazio. Como se, no meio de agradar, ajustar, caber em moldes, me tivesse perdido de mim mesma. Aprender a viver por mim e para mim não foi um estalo repentino. Foi um processo, um desenrolar lento de pequenas revoluções internas. Foi dizer “não” quando queria dizer “não” e não justificar. Foi escolher o que me faz bem, mesmo que os outros não compreendam. Foi deixar de procurar aprovação onde ela nunca viria e, mais do que isso, perceber que não precisava dela. O mundo continua a girar, as pessoas continuam...

Dia 20.

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  D i a 2 0. Há dias em que me pergunto se estou a falar a linguagem certa. Nem sempre é sobre palavras, nem sempre é sobre gestos. Às vezes, o amor chega num silêncio confortável, num olhar cúmplice ou num livro deixado na mesa como quem diz ‘li isto e lembrei-me de ti’. Às vezes, sou eu que me ofereço esse cuidado – na forma de um chá quente, de uma vela acesa ao final do dia ou de um abraço demorado à almofada antes de adormecer. Gary Chapman fala das Cinco Linguagens do Amor, mas hoje pergunto-me: qual delas falo comigo mesma? Será que ouço as palavras que preciso? Dou-me tempo de qualidade ou atropelo os dias sem respirar? Escolho para mim presentes que nutrem a alma, ou encho os espaços de coisas sem intenção? Cuido do que me rodeia como um ato de serviço ou deixo a desordem contar histórias de descuido? E o toque? Sei tocar a vida com leveza, ou aperto-a com demasiada força? Se o amor é uma energia em movimento, quero aprender a dançar com ele. Quero encontrar a linguagem ce...

Dia 19.

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  D i a 1 9. Espiritualidade não se impõe, não se mede, não se explica totalmente. Vive-se. E talvez seja aí que resida a sua beleza. Fui percebendo que espiritualidade não é um conceito distante, nem algo que se encontra fora de nós. Para mim, é conexão – com o que sou, com o que sinto, com o que me rodeia. Com a sensação de estar exatamente onde devo estar, mesmo quando o caminho parece incerto. É um encontro ou reencontro, um reconhecimento silencioso daquilo que sempre esteve presente, mesmo quando me distraio do essencial. É alinhamento, mas não no sentido rígido de uma linha reta. É a dança entre o que sou e o que posso ser, entre o que me move e o que me ancora. É também enraizamento, um sentir profundo de pertencimento, mas sem perder a leveza. Como uma árvore que se expande para o céu, mas mantém as raízes firmes na terra. E, acima de tudo, é atenção à intuição – esse sussurro subtil que orienta o caminho, mesmo quando a mente duvida. É confiar que há respostas que não pre...

Dia 18.

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  D i a 1 8. Houve um tempo em que acreditava ter ultrapassado certas situações. Dizia a mim mesma que já não guardava ressentimentos, que algumas dores já não me pertenciam. Mas, sem perceber, continuava a reagir da mesma forma, a sentir os mesmos desconfortos, a repetir os mesmos padrões. Lise Bourbeau fala sobre as crenças limitantes – aquelas ideias que carregamos sem questionar e que moldam a forma como vemos o mundo e a nós mesmos. Muitas delas dizem-nos que não podemos falhar, que sentir raiva ou frustração é errado, que devemos ser fortes o tempo todo. E é por causa dessas crenças que tentamos esconder o que nos faz sofrer. O ego prega partidas. Faz-nos acreditar que já resolvemos algo, quando, na verdade, apenas o varremos para debaixo do tapete. Mas o corpo e as emoções guardam tudo. Só quando olhei para dentro com honestidade percebi que a verdadeira aceitação não é um atalho, é um processo. Sem pressa, sem máscaras. Apenas com curiosidade e verdade. Porque só assim nos ...

Dia 17.

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  D i a 1 7. Durante muito tempo, acreditei que o que me magoava vinha do outro. Das suas palavras, das suas atitudes, da sua falta de cuidado. Sempre houve um culpado fora de mim, alguém que me fazia sentir de determinada maneira, que me provocava determinada reação. Mas e se não for bem assim? E se o outro for apenas um espelho a refletir o que ainda não vi em mim? E se cada pessoa que me desperta dor estiver apenas a apontar o caminho para algo que precisa de cura dentro de mim? Foi um pensamento desconfortável. Continuar a culpar, a apontar o dedo, à espera que os outros mudassem seria mais fácil. Atraímos o que precisamos ver, até estarmos prontos para transformar. As relações que nos ferem, as situações que nos irritam, as palavras que nos tocam de forma mais intensa – tudo isso carrega mensagens. Não do outro para nós, mas de nós para nós mesmos. Percebi que o outro apenas ecoa o que vibra dentro de mim. E quando percebo isso, deixo de me sentir vítima das circunstâncias e c...

Dia 16.

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  D i a 1 6. Não é algo que consigamos ver no início do processo… É algo que vem com o tempo… Perceber que a dor não vem para nos castigar, nem para nos prender no sofrimento. Ela vem para mostrar algo que precisa ser visto. Algo que, enquanto negamos, resistimos ou nos afundamos na vitimização, continua a crescer dentro de nós, esperando reconhecimento. A dor insiste porque há algo que pede para ser integrado, algo que precisa de espaço para ser libertado. E houve um momento em que percebi que o segredo não está em fugir, nem em lutar contra ela. Está em render-me. Em acolher o que dói sem medo, sem resistência. Em dizer: “Ok, estou aqui. Vamos olhar para isto juntas.” E, nesse instante, algo muda. Há um apaziguamento. A dor já não é inimiga, mas sim uma guia. E a partir desse lugar, partimos, sem dúvida, para algo melhor. ✨

Dia 15.

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  D i a 1 5. Sempre pensei que a mudança estivesse nos hábitos – exercitar o corpo, comer bem, meditar, criar rotinas saudáveis. E sim, tudo isso faz diferença. Mas percebo agora que nenhuma dessas práticas, por si só, resolve aquilo que nos pesa por dentro. Podemos seguir todos os passos certos e, mesmo assim, sentir-nos distantes de nós próprios. Como se a estrutura estivesse montada, mas a base continuasse instável. Como se estivéssemos a tentar arrumar a superfície sem olhar para o que precisa de ser curado mais fundo. Não é só sobre o que fazemos, mas sobre o que estamos dispostos a sentir. Há feridas que não se fecham com disciplina, há vazios que não se preenchem com rotinas. A verdadeira transformação não começa no exterior, mas na coragem de nos encontrarmos por dentro. ✨

Dia 14.

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  D i a 1 4. Cada curso foi um portal. No início, achava que encontraria respostas definitivas, um ponto de chegada, um domínio sobre o que me intrigava. Mas, a cada iniciação, a cada aula, percebia que a busca apenas se aprofundava. O Reiki abriu a porta, mas logo veio o pêndulo, a mesa radionica, os cristais, o tarot,… E cada um trouxe mais perguntas do que certezas. As terapias holísticas tornaram-se um universo em expansão dentro de mim. Estudei obsessivamente, como se pudesse decifrar o invisível através da teoria. Mas a verdade é que o conhecimento não está só nos livros ou nos cursos – está na vivência, no sentir, no cruzamento entre o que aprendo e o que experiencio. Há um momento em que a técnica se dissolve, e apenas a intuição fala. Hoje percebo que não há fim para esta sede de saber. Não porque me faltem respostas, mas porque cada novo conhecimento expande ainda mais a minha consciência. E talvez seja essa a verdadeira aprendizagem: saber que nunca saberemos tudo.

Dia 13.

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  D i a 1 3. O Reiki foi o início. Uma porta que se abriu e, de repente, um universo inteiro revelou-se. O primeiro curso trouxe mais do que técnicas — despertou perguntas, uma inquietação, uma sede insaciável de saber. Desde então, tudo tem sido descoberta. Livros devorados madrugada adentro, cursos, notas rabiscadas à pressa antes que a ideia escape, aquela sensação de que quanto mais aprendo, mais percebo o quão pouco sei. E a necessidade, quase física, de compreender, de sentir, de testar. Como se cada nova peça encaixada no puzzle apenas revelasse que o puzzle é muito maior do que eu imaginava. É fascinante. E às vezes exaustivo. Mas é impossível parar. Porque há algo dentro de mim que reconhece que este caminho faz sentido, que a busca é tão importante quanto as respostas que encontro pelo caminho. 🧿

Dia 12.

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  D i a 1 2. Hoje sinto a necessidade de falar sobre o enraizamento, um conceito tão presente nas meditações que vivenciei durante o curso de Reiki e que, desde então, carrego comigo no dia a dia. Há algo de poderoso em nos conectarmos à terra, em sentir que pertencemos, que temos raízes que nos sustentam. Na correria do dia a dia, é fácil perder o chão – literalmente. A mente divaga, os pés não tocam o solo, e tornamo-nos folhas ao vento, sem direção. Quando me permito um momento de pausa, quando visualizo as minhas raízes a expandirem-se, fortes e profundas, é como se o mundo desacelerasse. Sou eu, inteira, presente. Sou eu, no agora. 🌳 O enraizamento lembra-me que posso crescer em qualquer direção, mas preciso dessa base sólida. É como um abraço da terra, que acolhe e diz: “Tu pertences aqui. Respira, confia.” Esta prática simples, mas tão transformadora, mantém-me conectada ao presente, ao corpo, à vida. 🩷

Dia 11.

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  D i a 1 1. A solitude é um convite silencioso, aquele que tantas vezes ignoramos, distraídos pelas vozes do mundo e pelas desculpas que criamos para fugir de nós mesmos. Mas percebi que fugir não apaga nada. Varremos os problemas para debaixo do tapete, apenas para mais tarde encontrá-los maiores, mais pesados, mais difíceis de carregar. Foi no silêncio, naquele encontro íntimo comigo mesma, que compreendi que a solitude não é um vazio que precisa ser preenchido. É um espaço de conexão, um lugar sagrado onde o verdadeiro “eu” pode emergir. E foi num desses momentos de estar comigo que percebi algo que mudou tudo: a felicidade que sempre procurei fora nunca esteve lá. Ela sempre esteve comigo, dentro de mim, esperando que eu tivesse coragem de parar, de ouvir, de sentir. A solitude ensinou-me que não há nada a temer no silêncio. É ali que nos despimos das ilusões, nos reconectamos com o essencial e encontramos o que é real. Foi ali que percebi que tudo o que procurava já era meu. ...

Dia 10.

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  D i a 1 0. A intenção foi uma das descobertas mais transformadoras para mim. Perceber que tudo começa com ela mudou completamente a minha perspetiva sobre o meu poder em relação à vida, às escolhas e até aos desafios. Entendi que a intenção é mais do que um simples pensamento – é energia direcionada. É a base de tudo o que criamos, vivemos e transformamos. Quando comecei a definir intenções de forma consciente, mesmo nos gestos mais simples, percebi que as coisas à minha volta começaram a ganhar outro significado. Deixei de me sentir à mercê dos acontecimentos e passei a acreditar que o meu poder não está apenas nas minhas ações, mas no propósito que coloco nelas. Não se trata de controlar tudo, mas de alinhar o meu coração e a minha mente com aquilo que quero ver florescer na minha vida. A intenção é sutil, mas é poderosa. É o primeiro passo para mudar tudo. 🩷

Dia 9.

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  D i a 9. Nem todos os dias deste processo foram fáceis. Houve momentos em que senti que estava a dar passos para trás, como se estivesse a voltar ao ponto de partida, ao lugar de onde quis sair. Lembro-me de questionar tudo: “Será que está a resultar? Será que estou mesmo a mudar algo em mim?” Houve dias em que parecia que a energia não fluía, em que tudo parecia estagnado. Como se, em vez de subir, estivesse a descer novamente ao fundo. Mas percebi que isso também faz parte. A cura não é linear, o progresso nem sempre é visível no momento. É nos dias mais difíceis que aprendemos a confiar no processo, a persistir, mesmo quando parece que não estamos a ir a lado nenhum. E foi essa persistência que me mostrou, mais tarde, que esses dias têm que existir, existem, mas o tempo em que ficamos neles passa a ser cada vez menor. O tempo até voltarmos ao degrau em que estávamos encurta. E isso é, por si só, uma sensação de vitória. 🫶

Dia 8.

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  D i a 8. Os 21 dias de autotratamento são parte do início da prática de Reiki, são um processo de cura, mas também de compromisso connosco mesmos. É um pacto de não falharmos com a nossa própria energia, de nos dedicarmos ao nosso bem-estar e de confiarmos no poder das nossas mãos como canal da energia Reiki. Durante este tempo, aprendemos a cuidar da nossa energia, a escutar o corpo e a estar mais presentes. Cada noite, antes de adormecer, colocava as mãos sobre os chakras, da coroa até aos pés. Não havia desculpas — quer estivesse cansada ou sem ânimo, este momento acontecia. Sabia que, se falhasse, teria que voltar ao dia 1… Estes 21 dias mostraram-me que o poder de cura está dentro de nós. Foi um tempo para respeitar a energia, o processo e, acima de tudo, a mim mesma. Uma prática tão simples, mas cheia de significado e transformação. 💜

Dia 7.

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  D i a 7. Decidi mergulhar de cabeça no Reiki. Comecei pelo Nível I, o ponto de partida para uma prática que é, antes de tudo, um reencontro comigo mesma. Aqui, aprendemos que a cura começa dentro, ao cuidarmos do nosso corpo e alma com as mãos e o coração. Este primeiro nível ensina-nos a abrir os canais energéticos, a permitir que a energia flua, livre e serena. Durante a sintonização, senti como se camadas de mim fossem sendo limpas, uma a uma, até restar apenas o essencial: presença e intenção. Depois, vêm os 21 dias de auto-tratamento. Uma espécie de ritual silencioso, uma conversa íntima entre mim e aquilo que ainda precisa de luz. Descobri que o Reiki não é só técnica, é entrega. Não é só equilíbrio, é transformação. 🦋

Dia 6.

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  D i a 6. Foi uma sugestão simples, quase despretensiosa, mas veio de alguém que me conhecia o suficiente para ver o que eu não via. Conhecia o reiki de perto. Conhecia o que eu sentia naquele momento de fragilidade — aquele espaço vazio onde nem eu sabia como tinha entrado. Aceitei. Não por convicção, mas talvez por não ter mais nada a perder. E foi isso. Um passo pequeno que, sem eu perceber, mudou o rumo das coisas. De repente, havia algo novo. Algo que não exigia explicação ou esforço, apenas presença. Às vezes, penso como o Reiki não foi só uma prática, mas uma nova forma de respirar. Não foi uma solução mágica, mas foi um início. E às vezes, é só isso que precisamos — um início. 🫶

Dia 5.

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  D i a 5. Criar com as mãos — uma expressão que me lembra o livro de Alberto Campo Baeza, “Pensar com as Mãos”. Criar com as mãos trouxe-me de volta ao presente. Pintar, desenhar ou simplesmente sentir a textura de algo que eu podia moldar tornou-se uma espécie de âncora para acalmar o pensamento descontrolado. Cada gesto, cada traço, era como um diálogo silencioso comigo mesma. Uma pausa no ruído interno. Criar ajudou-me a focar, a encontrar clareza e a perceber que, mesmo nos momentos mais difíceis, há beleza em recomeçar. Criar foi a minha primeira meditação. Foi o meu primeiro recurso. Descobri que, ao transformar sentimentos em formas e cores, os pensamentos também encontravam o seu lugar. Criar com as mãos é pensar, é sentir, é curar. É dar espaço para que algo novo surja, mesmo quando tudo parece difícil. 🎨

Dia 4.

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  D i a 4. A dor leva ao fundo. Não há outra forma de o descrever. Não é suave nem se anuncia. É como um peso que não conseguimos largar, uma presença constante que ocupa tudo. Não foi imediato, mas de repente percebi que estava ali, no limite de mim mesma. E foi ali que fiquei por um bom tempo. É um lugar estranho, onde o tempo parece suspenso e cada pensamento pesa mais do que devia. Lembro-me de estar ali, naquele lugar onde a dor não é apenas uma sensação, mas uma presença. Ao mesmo tempo, sentia que algo me puxava cada vez mais para dentro de mim mesma. É estranho pensar nisso agora, mas tenho uma tremenda noção de que foi esse “lugar” que me obrigou a olhar para coisas que evitava há tanto tempo. Não porque quisesse, mas porque já não havia outro lugar para onde fugir. 💜

Dia 3.

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  D i a 3. Esta caminhada não começou com uma simples curiosidade, mas com uma busca incessante por sair de um lugar de dor e sofrimento. Quando descobri o Reiki pela primeira vez, foi como encontrar uma luz brilhante no fim de um túnel que parecia não ter saída. A simplicidade e a profundidade desta prática de cura energética tocaram algo em mim que estava profundamente ferido, mas ainda vivo. Foi como se o Reiki tivesse sussurrado que havia outra maneira de estar no mundo, uma maneira de respirar sem carregar tanto peso. Naquele momento, soube que tinha encontrado algo especial. Algo que me ajudaria a reconstruir aquilo que eu acreditava estar perdido. 💜

Dia 2.

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  D i a 2. Foi através do Reiki que dei os meus primeiros passos neste caminho de autoconhecimento e cura. Descobri, nesta prática, uma fonte inesgotável de amor, energia e conexão com algo maior do que eu própria. Já tinha ido a algumas consultas de Reiki de forma pontual. Mas, como acontece com tantas outras pessoas em tantas outras histórias, quando tudo parece estar bem, em velocidade cruzeiro, esquecemo-nos de dar valor às pequenas coisas. Esquecemo-nos do que realmente nos faz bem. Corremos de um lado para o outro, cumprimos agendas apertadas e tentamos estar sempre à altura do que esperam de nós. Mas no meio disso tudo, acabamos por falhar connosco mesmos. E quando o tapete nos escapa debaixo dos pés, é como se ficássemos sem chão. E eu fiquei sem o chão que conhecia. ✨

Dia 1.

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  O meu caminho começou há muito pouco tempo. Ou, talvez, tenha começado antes, mas eu só agora me tornei consciente dele. Consciente do que procurava, do que deixava para trás, e do que realmente estava a percorrer.  Como tantas outras histórias, a minha busca pela mudança nasceu da dor. Uma dor profunda, silenciosa, bem no centro do peito. Aquela dor que nos pesa, que nos sussurra que, se nada mudar, tudo desaba. Eu sabia que não a queria mais ali comigo. Não queria carregar algo que me fazia perder partes de mim, aos poucos. Foi nesse momento que decidi: preciso encontrar um caminho diferente, um caminho que me reconstrua. 🦋

We are Earth

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Ultimamente, tenho pensado muito sobre ciclos. Como tudo na natureza tem o seu ritmo, o seu início e fim, e como estamos profundamente ligados a isso tudo. Como uma árvore, crescemos primeiro para dentro, criando raízes, e depois para fora, acrescentando anéis à nossa história. As nossas impressões digitais têm a mesma singularidade que os anéis de uma árvore. Elas contam quem somos, tudo o que vivemos. E assim como a Terra nos nutre e sustenta, também fazemos parte dela. Um reflexo da sua sabedoria, da sua resiliência, dos seus ciclos. 🌀

You're on no ones´s journey but your own.

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No último ano, aprendi realmente o quanto esta frase faz sentido. Cada dia que passa, ela ressoa mais profundamente em mim. Compreendi que o meu percurso pertence apenas a mim, e sou eu quem tem de lhe dar direção. É tão fácil esperar por alguém, por algo, ou cair na armadilha de comparar o meu caminho com o de outros. Mas isso não traz respostas. Só quando deixei de olhar para fora e comecei a confiar no meu próprio ritmo, percebi que a força para avançar estava comigo o tempo todo. ✨

O Início

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Fiz este desenho a pensar no que significa nutrir-me. Uma menina que se rega e floresce. É esta metáfora que me inspira: o nosso crescimento começa dentro de nós, quando escolhemos cuidar de quem somos. SoulPath nasce como um diário. Um espaço onde vou partilhar reflexões, aprendizagens e pequenas descobertas sobre cura, auto-cura, reiki, energia e autoconhecimento. Esta é a minha jornada (agora online), e ela começa aqui. 🦋