Dia 9.
Nem todos os dias deste processo foram fáceis. Houve momentos em que senti que estava a dar passos para trás, como se estivesse a voltar ao ponto de partida, ao lugar de onde quis sair.
Lembro-me de questionar tudo: “Será que está a resultar? Será que estou mesmo a mudar algo em mim?” Houve dias em que parecia que a energia não fluía, em que tudo parecia estagnado. Como se, em vez de subir, estivesse a descer novamente ao fundo.
Mas percebi que isso também faz parte. A cura não é linear, o progresso nem sempre é visível no momento. É nos dias mais difíceis que aprendemos a confiar no processo, a persistir, mesmo quando parece que não estamos a ir a lado nenhum.
E foi essa persistência que me mostrou, mais tarde, que esses dias têm que existir, existem, mas o tempo em que ficamos neles passa a ser cada vez menor. O tempo até voltarmos ao degrau em que estávamos encurta. E isso é, por si só, uma sensação de vitória. 🫶
.jpg)
Comentários
Enviar um comentário