Dia 26.
Dizem que escolhemos por quem nos sentimos atraídos, mas e se não for bem assim? E se a atração for um fio invisível, tecido antes mesmo de percebermos? No início da vida, criamos um mapa – inconsciente, mas preciso – e, ao longo do caminho, atraímos aqueles que sabem exatamente onde tocar.
Não por acaso. Não por escolha racional. Mas porque são espelhos. São os que acendem os nossos gatilhos, despertam os nossos medos, fazem eco dos nossos bloqueios. Parecem tempestades, mas são cura.
A vida apresenta-nos sempre os mesmos padrões até aprendermos a dançar de outra forma. E, quando finalmente transformamos a dor em consciência, a necessidade em liberdade, o que nos atrai também muda. Porque crescemos. Porque deixamos de procurar nos outros aquilo que aprendemos a dar a nós próprios.
E então, a atração torna-se escolha. 🩷

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