Dia 18.
D i a 1 8.
Houve um tempo em que acreditava ter ultrapassado certas situações. Dizia a mim mesma que já não guardava ressentimentos, que algumas dores já não me pertenciam. Mas, sem perceber, continuava a reagir da mesma forma, a sentir os mesmos desconfortos, a repetir os mesmos padrões.
Lise Bourbeau fala sobre as crenças limitantes – aquelas ideias que carregamos sem questionar e que moldam a forma como vemos o mundo e a nós mesmos. Muitas delas dizem-nos que não podemos falhar, que sentir raiva ou frustração é errado, que devemos ser fortes o tempo todo. E é por causa dessas crenças que tentamos esconder o que nos faz sofrer.
O ego prega partidas. Faz-nos acreditar que já resolvemos algo, quando, na verdade, apenas o varremos para debaixo do tapete. Mas o corpo e as emoções guardam tudo. Só quando olhei para dentro com honestidade percebi que a verdadeira aceitação não é um atalho, é um processo. Sem pressa, sem máscaras. Apenas com curiosidade e verdade. Porque só assim nos libertamos de verdade. 🩷
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