Dia 4.
D i a 4.
A dor leva ao fundo. Não há outra forma de o descrever. Não é suave nem se anuncia. É como um peso que não conseguimos largar, uma presença constante que ocupa tudo.
Não foi imediato, mas de repente percebi que estava ali, no limite de mim mesma. E foi ali que fiquei por um bom tempo.
É um lugar estranho, onde o tempo parece suspenso e cada pensamento pesa mais do que devia. Lembro-me de estar ali, naquele lugar onde a dor não é apenas uma sensação, mas uma presença. Ao mesmo tempo, sentia que algo me puxava cada vez mais para dentro de mim mesma.
É estranho pensar nisso agora, mas tenho uma tremenda noção de que foi esse “lugar” que me obrigou a olhar para coisas que evitava há tanto tempo. Não porque quisesse, mas porque já não havia outro lugar para onde fugir. 💜
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