Dia 20.

 

D i a 2 0.
Há dias em que me pergunto se estou a falar a linguagem certa. Nem sempre é sobre palavras, nem sempre é sobre gestos. Às vezes, o amor chega num silêncio confortável, num olhar cúmplice ou num livro deixado na mesa como quem diz ‘li isto e lembrei-me de ti’. Às vezes, sou eu que me ofereço esse cuidado – na forma de um chá quente, de uma vela acesa ao final do dia ou de um abraço demorado à almofada antes de adormecer.

Gary Chapman fala das Cinco Linguagens do Amor, mas hoje pergunto-me: qual delas falo comigo mesma?

Será que ouço as palavras que preciso? Dou-me tempo de qualidade ou atropelo os dias sem respirar? Escolho para mim presentes que nutrem a alma, ou encho os espaços de coisas sem intenção? Cuido do que me rodeia como um ato de serviço ou deixo a desordem contar histórias de descuido? E o toque? Sei tocar a vida com leveza, ou aperto-a com demasiada força?

Se o amor é uma energia em movimento, quero aprender a dançar com ele. Quero encontrar a linguagem certa para cada momento, para cada pessoa, para cada parte de mim.

Hoje, falo comigo. 🩷

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